A mudança aparece no perfil dos visitantes e na visibilidade que o destino vem ganhando. Nas últimas semanas, a atriz Fernanda Paes Leme, a influenciadora Silvia Braz e a influenciadora Mariana Pumar estiveram na região, compartilhando experiências ligadas ao esporte, à natureza e à estrutura de hospedagem.
A presença dessas personalidades ajuda a projetar o destino para públicos que não necessariamente têm relação com o kitesurf. Silvia Braz, por exemplo, destacou em suas redes sociais que considera o Preá especial mesmo para quem não pratica o esporte, ressaltando a atmosfera e o ritmo da região.
É justamente essa ampliação de percepção que interessa ao mercado. O Preá mantém sua reputação entre os praticantes de esportes de vento, mas começa a ser associado também a uma proposta de viagem em que o esporte pode ser apenas uma das experiências disponíveis.
O vento como porta de entrada
A temporada de kitesurf se estende de julho a janeiro, período em que a regularidade e a intensidade dos ventos favorecem a prática. As condições naturais fizeram do Preá um dos pontos de referência do esporte no Brasil, atraindo praticantes nacionais e estrangeiros.
O movimento tem impacto direto sobre a hotelaria. No Carnaúba Wind House, do Grupo Carnaúba, a expectativa para os meses de maior demanda é de ocupação elevada, chegando a 100% em determinados períodos.
O empreendimento foi estruturado em torno do universo dos esportes de vento, mas sua proposta vai além de oferecer um lugar para dormir depois de um dia na água. Hospedagem, gastronomia, bem-estar e experiências ligadas ao kitesurf fazem parte de um mesmo produto.
O Wind House também é o primeiro Duotone Pro Center das Américas, reforçando sua posição dentro do circuito internacional do esporte.
Quando o esporte deixa de ser obrigatório
A expansão do perfil de visitante é um dos sinais mais interessantes do momento vivido pelo destino.
Quem pratica kitesurf encontra condições para passar horas no mar. Quem não pratica pode construir uma viagem completamente diferente, explorando lagoas, dunas, gastronomia, paisagens e atividades de bem-estar.
A própria experiência das personalidades que passaram recentemente pelo Preá ilustra essa mudança. Fernanda Paes Leme compartilhou momentos de um retiro no Carnaúba Wind House, incluindo passeio pelas dunas e o pôr do sol observado entre as pipas dos praticantes de kite.
Mariana Pumar, por sua vez, vem mostrando uma rotina que combina kitesurf, exercícios e momentos junto à lagoa do empreendimento.
A multiplicidade de experiências ajuda a reduzir a dependência de um único perfil de consumidor. O destino pode receber atletas, casais, grupos de amigos e viajantes interessados em descanso e bem-estar dentro da mesma temporada.
Hospitalidade acompanha transformação do destino
A evolução do Preá também exige uma hotelaria capaz de acompanhar o novo perfil de demanda. O visitante que chega motivado pelo esporte pode ter expectativas diferentes daquele que procura uma experiência de bem-estar ou uma escapada de alto padrão.
No Carnaúba Wind House, essa combinação aparece na própria concepção do empreendimento. A estrutura foi desenvolvida para atender praticantes de esportes de vento, mas também para oferecer uma experiência de hospedagem na qual a natureza e o ritmo mais tranquilo da região têm papel central.
“O kitesurf continua sendo uma das nossas principais portas de entrada, mas há um público cada vez maior descobrindo que há muito mais para fazer no Preá quando a vela do kite deixa o céu”, afirma Paula Luz, head de marketing do Grupo Carnaúba.
Segundo ela, esse público busca justamente os elementos que passaram a complementar a imagem do destino: natureza, gastronomia, bem-estar e tranquilidade.
Uma nova camada para o turismo do Preá
A transformação não significa que o kitesurf esteja perdendo espaço. Pelo contrário. O esporte continua funcionando como um dos principais motores da temporada e como elemento de diferenciação do destino.
O que muda é a possibilidade de construir uma experiência mais abrangente ao redor dele.
Para quem pratica, o Preá pode ser uma viagem dedicada ao esporte. Para quem acompanha um praticante, pode representar uma oportunidade de descanso e descoberta. Para outros viajantes, o kitesurf pode sequer fazer parte da programação.
Essa flexibilidade amplia o potencial do destino e ajuda a explicar por que o Preá começa a ganhar espaço em um mercado interessado em experiências mais personalizadas e menos padronizadas.
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O movimento do Preá revela uma dinâmica importante para destinos que nasceram apoiados em um produto turístico muito específico: o desafio não é abandonar o atributo que trouxe demanda, mas construir novas experiências ao redor dele.
No caso do Preá, o kitesurf tem uma vantagem difícil de reproduzir: condições naturais que determinam uma temporada esportiva consistente. Isso cria um fluxo de visitantes altamente qualificado e com interesse específico. A oportunidade está em fazer com que parte desse público consuma outras experiências e, principalmente, em transformar o destino em uma opção também para quem não pratica o esporte.
Essa ampliação beneficia a hotelaria, a gastronomia, os serviços de bem-estar e outros negócios locais. Também reduz o risco de uma imagem excessivamente associada a um único segmento.
Para o trade, o Preá passa a oferecer diferentes argumentos de venda dentro do mesmo destino. É possível trabalhar uma viagem esportiva, uma escapada de bem-estar, uma experiência gastronômica ou uma viagem a dois — e, em muitos casos, combinar essas propostas.
A presença recente de personalidades nas redes sociais ajuda a acelerar essa mudança de percepção, mas o ativo principal continua sendo o território. O vento atrai; a experiência pode fazer o visitante ficar, voltar e recomendar.

